quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nápoles

Chegamos em Nápoles dia 16 de agosto. Tenho pouca coisa para falar de lá já que o lugar foi decepcionante para mim, a cidade é feia e muito suja. Se alguém pensa em visitar o lugar vou dar meu parecer: vale a pena somente pelos bons preços (roupas baratas e pizzas mais baratas ainda) e também por Pompéia. De resto, não vale se deslocar até lá! Já na estação de trem se tem uma surpresa nada agradável pois o lugar é conhecido por ser a parte mais perigosa da cidade além de ter que andar cuidando os bolsos ainda tem os ambulantes que tentam de todas as formas tirar vantagens dos turistas. Não comprem nada de vendedor ambulante! Ainda bem que já tínhamos sido avisados disso e nos viramos bem. Nápoles também foi a única cidade que o posto de informações estava fechado então tivemos que descobrir qual metrô pegar até nosso hostel. Aliás, em agosto a cidade quase que toda entra em férias. Depois de acharmos o nosso hostel (digo acharmos porque nos tomou um certo tempo. Pergunta pra um e pra outro, confunde italiano com inglês, caminha e caminha...) fomos direto tomar banho e beber cerveja italiana a €1.50 (garrafa grande até que enfim!).

No segundo dia fomos ver se achávamos algo interessante na cidade. Encontramos alguns lugares bem bonitos onde fizemos umas fotos legais como no Ercolano ruins (não tão famoso quanto Pompéia mas tão velho quanto e mais bem preservado já que as casas não ruíram com o peso das cinzas, só foram inundadas por lava), o Castel Nuovo e a Piazza Del Plebiscito onde se encontra o Palazzo Reale mas ficou por aí, acabamos até voltando cedo para o hostel. E dá-lhe cerveja Peroni!

Castel Nuovo
Piazza del Plebiscito

No penúltimo dia nosso destino foi Pompéia. As ruínas ficam um pouco mais de 20 minutos do centro de Nápoles e é só pegar o trem com destino a Sorrento (€1.40). Chegando lá a entrada custa €11, eu achei meio caro mas tinha que acompanhar meu “namorido” que estava super empolgado. E tenho de concordar, caminhar por Pompéia e pensar como era antigamente é realmente empolgante. A cidade é bem grande e cansa um pouco caminhar por lá (ainda mais com o sol rachando que estava) mas tem casas que estão super bem conservadas e dá inclusive para ver as pinturas coloridas em algumas paredes. Eu não tinha vontade de ir a Pompéia porque eu não queria ver as pessoas mortas pela lava, mas na minha mente eu pensava que ia ver elas por toda parte lá e na verdade há poucas e em lugares específicos. É um pouco confuso andar pelas ruínas, as placas indicativas não são muito claras, teve alguns lugares que gostaríamos de ter visto mas não conseguimos achar. No final das contas Pompéia fez valer a ida a Nápoles, é muito legal “viver” as ruínas e ver o Vesúvio de lá dá um arrepio, pra quem gosta de história é um prato cheio! Voltamos pro hostel imundos da poeira de Pompéia, tomamos banho e fomos apreciar a maravilhosa pizza italiana, hmmm!


Anfiteatro

Pato e Appolo

Próximo destino: Florença (não estava nos planos mas sobrou um dia extra de passe de trem).

Té!

Rach

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Santorini


Santorini foi a ilha grega que escolhemos para visitar. A Grécia tem inúmeras ilhas mas infelizmente o dinheiro e também o tempo nos fez ter de optar somente por uma. Gostaríamos de ter ido a Mikonos, que é a ilha das festas, mas quem sabe numa próxima.

Depois de mais uma viagem de navio, chegamos a Santorini no dia 10 de agosto as 6:30 da manhã. Uma dica: em Atenas procurem pesquisar os preços das viagens em várias empresas, tínhamos desconto de 30% na blue star mas conseguimos mais barato ainda na Anek lines (€30 a ida e €24 a volta). Pegamos um ônibus no porto que nos levaria até Perívolos onde ficava nosso hotel (€2 a ida, não se deixe enganar pelos escritórios de informação que tem no porto pois eles tentam vender a €5). Sabíamos que o fato de estar chegando muito cedo ao hotel seria motivo de espera, o check in é normalmente depois do meio dia, o que não sabíamos é que seríamos mal atendidos já na chegada. A mulher que ficava na recepção só falava grego e estava muito mal humorada, ficou lá resmungando e falando “popopopo”, ficamos sabendo mais tarde que ela é chamada de louca pelos hóspedes eheheheh. Depois de não entendermos bulhufas do que ela falava, ficamos lá sentados na beira da piscina e então fomos atendidos pelo “sideshow Bob” (sabem o ajudante do Krusty nos Simpsons que tentou matar o Bart? O cara é igual, até os cabelos ele tinha ahahahaha). Deixamos nossas bagagens no hotel e fomos passear na praia que ficava a 5 minutos de distância. A praia leva o nome de “Black-sand beach” porque a areia dela é de origem vulcânica então é preta (cinza na verdade), mas a água é muito clarinha. Se hospedar em uma ilha grega no verão é sinônimo de gasto, a comida não é muito barata e o hotel não se consegue por menos de €20 (por pessoa e por noite), porém indo ao supermercado e tendo geladeira no quarto fica mais fácil economizar um pouco. Aproveitamos a primeira noite e o segundo dia para descansarmos bastante e tomar cerveja grega (não era maravilhosa mas era boa).

Black Sand Beach

No terceiro dia pegamos um ônibus para conhecer a ilha. Uma ótima opção é alugar uma motinho ou um quadriciclo (€20 a moto e €25 o quadriciclo por 24 hs), infelizmente o pato não tinha levado a carteira de motorista dele e a minha venceu em junho... De qualquer forma o ônibus sai mais em conta (€2 por passeio). Santorini é famosa por ser a ilha que conhecemos nos postais, com aquelas casinhas brancas e azuis. Conhecemos Fira que é lindíssima e também Oia (se pronúncia Ia) que dizem ter o pôr do sol mais lindo do mundo (achamos lindo mesmo mas não sei se é o mais lindo, afinal um morro e um mar azulzinho ajuda a ser bonito né). Andamos bastante pelas ruazinhas cheias de lojinhas, cada coisa mais linda, mas infelizmente, só compramos um imã (um por lugar que vamos).


Igrejinha tradicional

As casinhas

"A" vista

Pôr do Sol de Oia

No quarto e último dia ficamos por Perívolos e Perissa (praia pertinho), curtimos a piscina do hotel, fomos a praia, comemos crepe (onde o dono achou estranho pedirmos crepe de chocolate com queijo, ele nunca tinha visto ehehehehe) e descansamos, afinal tínhamos que enfrentar 2 navios, um até Atenas e outro até a Itália... Amei Santorini, o lugar é aquilo tudo mesmo que a gente imagina quando pensa em ilha grega o único porém mesmo são os gregos, o povo é incrivelmente grosso. Achávamos que íamos ver pessoas falando alto e muito alegres... Ledo engano!

Voltando para Itália então, próximo destino: Nápoles.


Cheers,

Rach.