quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nápoles

Chegamos em Nápoles dia 16 de agosto. Tenho pouca coisa para falar de lá já que o lugar foi decepcionante para mim, a cidade é feia e muito suja. Se alguém pensa em visitar o lugar vou dar meu parecer: vale a pena somente pelos bons preços (roupas baratas e pizzas mais baratas ainda) e também por Pompéia. De resto, não vale se deslocar até lá! Já na estação de trem se tem uma surpresa nada agradável pois o lugar é conhecido por ser a parte mais perigosa da cidade além de ter que andar cuidando os bolsos ainda tem os ambulantes que tentam de todas as formas tirar vantagens dos turistas. Não comprem nada de vendedor ambulante! Ainda bem que já tínhamos sido avisados disso e nos viramos bem. Nápoles também foi a única cidade que o posto de informações estava fechado então tivemos que descobrir qual metrô pegar até nosso hostel. Aliás, em agosto a cidade quase que toda entra em férias. Depois de acharmos o nosso hostel (digo acharmos porque nos tomou um certo tempo. Pergunta pra um e pra outro, confunde italiano com inglês, caminha e caminha...) fomos direto tomar banho e beber cerveja italiana a €1.50 (garrafa grande até que enfim!).

No segundo dia fomos ver se achávamos algo interessante na cidade. Encontramos alguns lugares bem bonitos onde fizemos umas fotos legais como no Ercolano ruins (não tão famoso quanto Pompéia mas tão velho quanto e mais bem preservado já que as casas não ruíram com o peso das cinzas, só foram inundadas por lava), o Castel Nuovo e a Piazza Del Plebiscito onde se encontra o Palazzo Reale mas ficou por aí, acabamos até voltando cedo para o hostel. E dá-lhe cerveja Peroni!

Castel Nuovo
Piazza del Plebiscito

No penúltimo dia nosso destino foi Pompéia. As ruínas ficam um pouco mais de 20 minutos do centro de Nápoles e é só pegar o trem com destino a Sorrento (€1.40). Chegando lá a entrada custa €11, eu achei meio caro mas tinha que acompanhar meu “namorido” que estava super empolgado. E tenho de concordar, caminhar por Pompéia e pensar como era antigamente é realmente empolgante. A cidade é bem grande e cansa um pouco caminhar por lá (ainda mais com o sol rachando que estava) mas tem casas que estão super bem conservadas e dá inclusive para ver as pinturas coloridas em algumas paredes. Eu não tinha vontade de ir a Pompéia porque eu não queria ver as pessoas mortas pela lava, mas na minha mente eu pensava que ia ver elas por toda parte lá e na verdade há poucas e em lugares específicos. É um pouco confuso andar pelas ruínas, as placas indicativas não são muito claras, teve alguns lugares que gostaríamos de ter visto mas não conseguimos achar. No final das contas Pompéia fez valer a ida a Nápoles, é muito legal “viver” as ruínas e ver o Vesúvio de lá dá um arrepio, pra quem gosta de história é um prato cheio! Voltamos pro hostel imundos da poeira de Pompéia, tomamos banho e fomos apreciar a maravilhosa pizza italiana, hmmm!


Anfiteatro

Pato e Appolo

Próximo destino: Florença (não estava nos planos mas sobrou um dia extra de passe de trem).

Té!

Rach

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Santorini


Santorini foi a ilha grega que escolhemos para visitar. A Grécia tem inúmeras ilhas mas infelizmente o dinheiro e também o tempo nos fez ter de optar somente por uma. Gostaríamos de ter ido a Mikonos, que é a ilha das festas, mas quem sabe numa próxima.

Depois de mais uma viagem de navio, chegamos a Santorini no dia 10 de agosto as 6:30 da manhã. Uma dica: em Atenas procurem pesquisar os preços das viagens em várias empresas, tínhamos desconto de 30% na blue star mas conseguimos mais barato ainda na Anek lines (€30 a ida e €24 a volta). Pegamos um ônibus no porto que nos levaria até Perívolos onde ficava nosso hotel (€2 a ida, não se deixe enganar pelos escritórios de informação que tem no porto pois eles tentam vender a €5). Sabíamos que o fato de estar chegando muito cedo ao hotel seria motivo de espera, o check in é normalmente depois do meio dia, o que não sabíamos é que seríamos mal atendidos já na chegada. A mulher que ficava na recepção só falava grego e estava muito mal humorada, ficou lá resmungando e falando “popopopo”, ficamos sabendo mais tarde que ela é chamada de louca pelos hóspedes eheheheh. Depois de não entendermos bulhufas do que ela falava, ficamos lá sentados na beira da piscina e então fomos atendidos pelo “sideshow Bob” (sabem o ajudante do Krusty nos Simpsons que tentou matar o Bart? O cara é igual, até os cabelos ele tinha ahahahaha). Deixamos nossas bagagens no hotel e fomos passear na praia que ficava a 5 minutos de distância. A praia leva o nome de “Black-sand beach” porque a areia dela é de origem vulcânica então é preta (cinza na verdade), mas a água é muito clarinha. Se hospedar em uma ilha grega no verão é sinônimo de gasto, a comida não é muito barata e o hotel não se consegue por menos de €20 (por pessoa e por noite), porém indo ao supermercado e tendo geladeira no quarto fica mais fácil economizar um pouco. Aproveitamos a primeira noite e o segundo dia para descansarmos bastante e tomar cerveja grega (não era maravilhosa mas era boa).

Black Sand Beach

No terceiro dia pegamos um ônibus para conhecer a ilha. Uma ótima opção é alugar uma motinho ou um quadriciclo (€20 a moto e €25 o quadriciclo por 24 hs), infelizmente o pato não tinha levado a carteira de motorista dele e a minha venceu em junho... De qualquer forma o ônibus sai mais em conta (€2 por passeio). Santorini é famosa por ser a ilha que conhecemos nos postais, com aquelas casinhas brancas e azuis. Conhecemos Fira que é lindíssima e também Oia (se pronúncia Ia) que dizem ter o pôr do sol mais lindo do mundo (achamos lindo mesmo mas não sei se é o mais lindo, afinal um morro e um mar azulzinho ajuda a ser bonito né). Andamos bastante pelas ruazinhas cheias de lojinhas, cada coisa mais linda, mas infelizmente, só compramos um imã (um por lugar que vamos).


Igrejinha tradicional

As casinhas

"A" vista

Pôr do Sol de Oia

No quarto e último dia ficamos por Perívolos e Perissa (praia pertinho), curtimos a piscina do hotel, fomos a praia, comemos crepe (onde o dono achou estranho pedirmos crepe de chocolate com queijo, ele nunca tinha visto ehehehehe) e descansamos, afinal tínhamos que enfrentar 2 navios, um até Atenas e outro até a Itália... Amei Santorini, o lugar é aquilo tudo mesmo que a gente imagina quando pensa em ilha grega o único porém mesmo são os gregos, o povo é incrivelmente grosso. Achávamos que íamos ver pessoas falando alto e muito alegres... Ledo engano!

Voltando para Itália então, próximo destino: Nápoles.


Cheers,

Rach.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Atenas


Depois de 16 longas horas dentro do navio finalmente chegamos a Grécia. Desembarcamos em Patras como eu havia mencionado antes e de lá pegamos um trem até Atenas. Falando no trem: DO MAL! O primeiro trem vai até Kiàto e depois trocamos por outro até Atenas. Este primeiro andou 5 minutos e deu problema e, até o maquinista decidir o que fazer passaram-se mais de 10 minutos. Então ele decidiu que trocaríamos de trem, lá no meio dos trilhos estávamos nós descendo de um trem é pulando pra outro, detalhe: sem ar condicionado e do século passado...MEDO! eheheheh. Alem do trem ser caquético, o maquinista por estar atrasado resolveu correr né, então já viu, tinha horas que parecia que o trem ia descarrilar. Ainda bem chegamos sãos e salvos! Ao chegarmos em Atenas, combinamos com o nosso grupo (aquele do post anterior) o passeio do outro dia e depois fomos direto para o albergue.

No outro dia acordamos cedo e pegamos o metrô para encontrarmos o nosso grupinho e irmos a Acrópoles. Muito tranqüilo andar de metrô já que todas as placas tem a tradução para o inglês, aliás, incrível, mas qualquer um na Grécia fala inglês, qualquer um mesmo! Chegamos ao nosso ponto de encontro e já fomos direto “subir o morro” para ver a única coisa que diferencia Atenas de uma cidade normal. Se não fosse pela Acrópoles não se teria motivo para visitar Atenas, já que lá não tem atrativo nenhum, é uma cidade até feia diga-se de passagem. Mas, felizmente para Atenas, a Acrópoles está lá e ela vale à pena! Passamos pelo Hadrian’s gate, que fica antes de subir o morro e depois fomos ver a famosa Acrópoles. Paga-se no total 12€ para ver todos os monumentos mas cidadãos europeus não pagam e aí nosso cartão de estudante da Irlanda nos salvou: entramos de graça! Tiramos muitas fotos no Dyonisios Theater, Cariátides, Temple of Athens Nike e claro o Parthenon. O lugar é realmente muito interessante e se não fosse pelo sol incrivelmente quente, teríamos ficado lá caminhando e curtindo um pouco mais (aliás, o sol não nos abandonou em nenhuma das viagens). Depois disso, fomos direto para o albergue tomar banho e pegar as mochilas pois tínhamos mais um navio para pegar até a ilha de Santorini.


Hadrian's Gate

Dyonisios Theater

Cariátides

Parthenon


Até santorini então!

Rach

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BARI - PATRAS

Resolvi fazer uma postagem sobre estas duas cidades porque nelas aconteceram coisas boas e outras nem tanto.

Bari é uma cidade portuária da Itália de onde saiu o nosso navio para Patras, que é a cidade portuária aonde chegaríamos na Grécia.

Chegamos em Bari dia 7 de Agosto cedinho da manhã (aniversário do pato neste dia) pegamos o ônibus número 20 que nos levaria até o porto, queríamos chegar o mais cedo possível para podermos reservar nosso navio para Grécia e não perdermos nossos lugares. Ao chegarmos no porto sentamos e ficamos esperando as agências que só abriam as 9hs. Percebemos que outros mochileiros chegavam e que, assim como a gente, tinham o passe da Eurail portanto tinham que reservar seus lugares também. Quando o guichê da Blue Star abriu foi aquele “furdunço” todo mundo fazendo fila para poder fazer reserva, quando a atendente simplesmente nos olhou e disse: it’s full today! Como assim está cheio? Não pode, temos que viajar hoje, e as reservas de hostel como ficam? E porque a Eurail não avisa que pode ser que não tenha lugares? Pois é gente, a Eurail (ou interrail pra quem é Europeu) não avisa mesmo e ainda diz que só se pode fazer reserva no lugar de compra de tickets, nem por telefone dá, ou seja, tu tem que simplesmente se arriscar e ir até uma cidade no fim do mundo que não tem absolutamente nada pra fazer e de repente dar de cara na porta. Pior, isso era uma sexta-feira e a atendente nos diz que de repente conseguiríamos lugares para segunda-feira – de repente – e claro, não podíamos reservar. Sacanagem! Ficamos lá, nós, e mais os outros portadores de Eurail/interrail insistindo, discutindo e brigando... Lembrando que era aniversário do pato, coitadinho não merecia isso! No meio do bate-boca e na tentativa de se arranjar um lugar acabamos fazendo amizade com os outros mochileiros. Um outro atendente veio conversar com a gente e disse para esperarmos até as 5 da tarde porque poderia ser que um grupo desistisse e daí pegaríamos o lugar deles. Resolvemos arriscar, ainda mais que agora que tínhamos amigos ehehehehe. Éramos 8 pessoas, eu, pato, 3 meninas da Holanda, 2 meninos de Portugal e 1 do Chile, fizemos praticamente um acampamento no porto, nós todos sentados, com mochilas por todos os lados, comida e até um garrafão de vinho. Foi muito bom ter encontrado este povo todo, o tempo passou mais rápido, nos divertimos e ainda passeamos todos juntos depois em Atenas. Por volta das 3 da tarde a atendente nos disse que o tal grupo havia cancelado e que poderíamos ir para Grécia...aêêêê! Felicidade geral né! Então lá fomos nós todos embarcar no navio, um navio gigante com piscina e tudo pra gente fazer bagunça e meu amor poder ter o aniversário que ele merecia. Quando cantamos parabéns pra ele o deck inteiro cantou também e então brindamos com o nosso vinho ahahahah.

No outro dia, podres de cansado de fazer bagunça e dormir mal, chegamos a Patras. Em Bari haviam nos informado que não poderíamos fazer reserva pra voltar – Eles só podiam estar tirando com a nossa cara! – o atendente da Blue Star de Patras muito simpático, além de fazer nossas reservas ainda nos deu desconto se quiséssemos ir pra uma das ilhas pela Blue Star. Sério, Bari é o inferno!!! Depois disso, fomos felizes com os nossos tickets já em mãos almoçar e então, nós e nosso grupinho, partimos rumo a Atenas...

Acampamento no porto de Bari

Já no navio

Lindo no navio no dia do aniversário.

Estamos mal de pôr do sol hein!

Turminha bagunçando o deck.

Té a próxima,

Rach

ROMA

Enfim consegui um hostel com internet para poder postar aqui ( e também não estou tão cansada já que estou na Grécia descansando, mas falo dela depois).

Semana passada estávamos em Roma, chegamos lá dia 4 de agosto para ficarmos 3 dias. Pegamos um ônibus na estação do trem e paramos exatamente em frente ao nosso hostel (a maioria dos ônibus na Europa custam 1€, metrô também). Como chegamos razoavelmente cedo (4 da tarde), largamos nossas coisas no hostel e fomos passear. O hostel não era lá estas coisas, pequeno demais mas limpinho e super bem localizado (aliás temos dado muita sorte, por enquanto só pegamos albergues bem limpinhos com roupa de cama cheirosa). Ao sairmos do hostel só precisamos dobrar a rua que já conseguíamos enxergar o maravilhoso Coliseu. O pato se emocionou todo e tirou muitas fotos, aliás, acho que só do Coliseu temos mais fotos do que Roma inteira eheheheh. Neste primeiro dia em Roma caminhamos muito, ficamos empolgados que quase tudo é muito pertinho e não parávamos até chegar ao próximo ponto turístico. Depois do coliseu, passamos pelo Foro di Traiano onde tiramos belas fotos e fomos a Fontana di Trevi que é muito linda mas impossível de tirar fotos em que apareçam toda a sua beleza tamanha a quantidade de turistas no lugar. Fomos também ao Pantheon que é muito interessante, tem uma abertura no teto que dizem que não entra chuva, mas não achei lá nenhuma informação sobre isso. Nossa última parada do dia foi na Piazza Navona, lá tem a fonte em que jogaram o padre no filme Anjos e Demônios e que o Tom Hanks salvou eheheheh. No final do dia voltamos bem felizes para o hostel mas super queimados do sol pois aqui ta fazendo muito calor (estou com a marca da blusa, marca da bolsa e marca da bolsinha que carregamos lanche e água, uma maravilha!)

Fontana di Trevi

Pantheon

No segundo dia acordamos cedinho e fomos conhecer o Vaticano – a minha mãe ia amar! Realmente é muito lindo e muito grande mas o mais bonito de tudo é a Basílica de São Pedro, NOSSA! Para cada lado que se olha tem uma obra de arte, é muito emocionante! Na parte subterrânea da basílica ficam as tumbas dos papas, a tumba do papa João Paulo II era a mais visitada e cheia de flores, muito emocionante estar ali. O Vaticano é um ponto um pouquinho mais longe que os outros, fomos de metrô mas resolvemos voltar a pé para descobrirmos mais coisas. Saindo pela rua principal do Vaticano e andando até o fim dela encontra-se o castelo Sant‘Angelo, um lugar bem bonito com uma ponte em frente cheia de estátuas, nos rendeu boas fotos! Aliás, Roma nos rendeu muitas fotos pois a cidade é cheia de lugares bonitos, ruínas e prédios decorados com obras. Caminhando em direção ao Palazzo di Giustizia passamos por uma feira estilo camelô, se achava tudo por lá, eu achei o máximo ficar olhando bolsas, roupas e souvenirs, o pato atura porque sabe que eu gosto - a minha mãe ia amar (parte 2)! Depois disso fomos ao Circo Massimo que nada mais é do que um descampado bem grande, era lá que aconteciam as corridas e disputas com bigas (a “carroça” romana). Eu achei tudo lindo mas quem mais curtiu foi o pato, ele já gostava do que lia sobre Roma, agora é um fã escancarado ehehehehh! Por volta das 22hs, depois de descansarmos um pouco, fomos a uma igreja que ficava bem pertinho do hostel: Santa Maria Maggiore. Parece que esta igreja foi construída porque um papa teve um sonho com a construção dela neste ponto da cidade e no dia em que as obras foram iniciadas começou a nevar em pleno verão. Então, pegamos o dia da celebração deste sonho, a igreja estava toda iluminada, teve shows e uma simulação de neve. Foi legal para terminar o dia.

Vaticano

No terceiro e último dia fomos conhecer o Coliseu, o Palatino e o foro Romano por dentro (12€ por pessoa) eu achei meio caro mas o pato queria muito entrar. O Coliseu é muito legal por dentro e realmente acho que vale a pena pagar porém o Palatino e o foro são interessantes pra quem gosta mesmo da história (e sabe dela porque eu não sabia quase nada). Em alguns lugares nem da pra ver o que era antigamente aquele ponto. De qualquer forma foi muito interessante estar naqueles lugares tão antigos e onde tantas coisas aconteceram. Roma é linda e os italianos são muito orgulhosos e inteligentes pois preservam cada pontinho da cidade que tenha resquícios de história, até na estação de trem tinha partes preservadas, INCRÍVEL!


Coliseu por fora

Coliseu por dentro

Até o próximo post (assim que der ehehehe),

Rach

domingo, 2 de agosto de 2009

Veneza


Então, estamos em Veneza! Chegamos ontem um pouco depois das 4 da tarde e está fazendo MUITO calor aqui. Perdemos um certo tempo tentando achar o nosso hostel que é um camping um pouco mais afastado. Com o nosso italiano super bem articulado (eheheh) pedimos para o motorista do ônibus nos avisar quando chegássemos na rua que tínhamos que descer, porém ele esqueceu, quando chegamos no fim da linha nos olhamos e pensamos: ué! tivemos, obviamente, que pegar um outro ônibus para voltar mas neste o motorista até nos falou para que rua devíamos seguir. Chegamos no camping cansados de tanto caminhar no sol e tivemos uma agradável surpresa: o camping é ótimo e tem uma mega piscina sem contar que todos falam inglês. Aqui dentro tem restaurante, mercadinho, até uma pequena boate e a tendinha que reservamos é muito boa. Pegamos uma tenda porque é mais barato (€12.50 por pessoa por noite), mas tem opção de cabana, trailer. Eu recomendo se alguém tiver interesse: Camping Jolly. Fica um pouco longe de Veneza (da ilha) mas eles tem um ônibus aqui por €2, então é barbada de chegar lá.

Hoje acordamos cedo e fomos para a ilha. Confesso que eu tinha pré-conceito bem ruim daqui, achava que não tinha nada de mais em uma cidade velha e fedida: ENGANO MEU! Veneza é uma cidade única! Não tem aquelas construções gigantes como no resto da Europa e realmente é bem velha aparentemente, porém é uma cidade completamente diferente de qualquer outra, com gôndolas e barcos por todos os lados, muitas pontezinhas, casinhas e restaurantes na beira da água. É um outro clima, não sei se vocês me entendem, chega a ser difícil de explicar. Só posso dizer uma coisa: AINDA BEM QUE VIM PARA CÁ!

Fizemos amizade com um casal de brasileiros que também está no camping e fomos conhecer a cidade juntos. Coisa boa ter alguém pra tirar fotos da gente juntos eheheheh. Mas é bom também ter alguém pra se perder com a gente. Nossa, como é difícil se achar em Veneza, mesmo com o mapa. Na verdade foi a primeira das nossas viagens que realmente tivemos dificuldade com o mapa e caminhamos muito por nada. O mapa daqui só tem rios e quando tem alguma rua elas levam nome de rios. São muitas ruelinhas e até chegarmos em algum ponto turístico fizemos muito zigue-zague. O ponto turístico mais conhecido daqui é a Piazza San Marco, uma praça bem bonita que tem espaço para shows, tem a basílica de San Marco, museu, Palazo Ducale, etc. Ficamos bastante tempo lá tirando fotos. Aí mesmo, dobrando a rua tem a Ponte do Suspiro que é onde os casais passeiam de gôndola para dar um beijo quando passarem embaixo da ponte, bem romântico! Infelizmente nós não tínhamos os caríssimos €80 para passear de gôndola, então tiramos uma foto nos beijando em que ela aparece ao fundo eheheheh. Depois disso fomos a Rialto, que fica pertinho da praça, e nada mais é que mais uma ponte, além de uma rua cheia de barraquinhas com souvenirs como por exemplo as lindíssimas máscaras de Veneza. Por fim paramos para comer uma pizza (claro né, estamos na Itália) e também comemos um (mentira 2) legítimos sorvetes italianos (claro né, estamos na Itália 2). Maravilha! Voltamos para o camping muito felizes e um pouco queimadinhos do sol (mas eu passei protetor viu mãe e tia!), tomamos um belo banho de piscina e agora estamos dando uma relaxada. Depois de amanhã estaremos em Roma e se tiver internet no hostel (não lembro se tem) eu venho aqui contar tudinho :)

Casal em Veneza

Na Piazza San Marco com a basílica ao fundo

Sorvete Italiano, hmmmm!

Tentando se achar no mapa eheheheh

No camping, a nossa tenda é igual a estas do fundo

Estamos com muita saudades de casa, mas estamos curtindo muito nossas viagens!

See you in the next post!

Rach

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nice e Mônaco

Estamos em Nice no momento, nos preparando pra dormir porque amanhã o trem pra Veneza saí cedinho...

Bom, vim aqui aproveitar que o hostel tem uma internet muito boa e vou postar rapidinho sobre nosso passeio aqui em Nice e também em Mônaco.

Chegamos em Nice na quinta as 13hs, depois de uma viagem de 6 horas de trem de Paris até aqui. Para fazer nossas viagens compramos um Eurail pass que nos dá direito a primeira classe no trem, então nossa viagem foi tranquila e pudemos até dormir (eu amei andar de trem, muitoooo mais tranquilo que avião). Ao chegar em Nice nos deparamos com um super calor, todo mundo com roupas de verão, sim, estamos no verão! As vezes esqueço disso em Dublin eheheheh. Chegamos no hostel e só trocamos de roupa e fomos direto a praia. Meu Deus, que praia! Agua limpíssima, claríssima, uma coisa muito maravilhosa de se ver :) Só um detalhe: não tem areia como no Brasil, é um monte de pedrinha (e pedrões), até peguei umas de recordação. Depois da praia só conseguimos comer algo e nos atirar na cama porque estavamos cansados e com sono (em Paris passamos a noite na estração de trem, portanto não tinhamos dormindo).

ui, que chique a primeira classe!

Praia em Nice

Hoje acordamos cedo e fomos pegar o bus pra Mônaco, fiquei feliz que o bus custou só €1 porque aqui é tudo tão caro, mas só o ônibus foi barato também, porque se Nice é caro imaginem Mônaco, BAH! Chegamos lá e já fomos procurar as ruas do circuito de Mônaco: barbada, já estavamos andando pelo circuito. Nossa, pato ficou emocionado! Mais emocionado ainda quando começou a aparecer aquele monte de ferraris, claro que tiramos fotos né! Vimos ferraris, lamborghinis, limosines, iates, tudo, tudo! Caimos na real: estamos em Mônacooooo! Só quem é muito rico pode se dar o luxo de ter um iate atracado lá ehehheh. Depois de termos feito o circuito de Mônaco a pé (porque não podíamos pagar 80 euros pra fazer numa ferrari eheheh) fomos curtir a praia, coisa boa! Curtimos tanto que estamos queimados do sol ehehehe!

Pato "correndo" o circuito de Mônaco ehehehe

Pena que não é minha!

Bom, vou dormir agora. Assim que der eu posto sobre Veneza.
See ya!
Rach

quarta-feira, 29 de julho de 2009

U2 concert em Dublin.

Amanhã começaremos as nossas viagens de trem pela Europa (as quais tentarei postar aqui sempre que puder), mas antes tenho que contar como foi o show do U2.

Sexta feira passada (24/07) fomos ao primeiro dos 3 shows que o U2 fez aqui em Dublin. Havíamos comprado os nossos ingressos há uns dois meses atrás. Tivemos muita sorte porque além de conseguir comprar, ainda compramos os mais baratos (sei de muita gente que não conseguiu ingressos pois eles terminaram em 10 minutos). O pato vai vir aqui comentar que não foi sorte nada e sim porque ele acordou cedinho e ficou tentando um tempão na internet, e é verdade, não tiro os méritos dele porque enquanto ele tentava eu dormia. Mas ainda assim sei que teve muita gente madrugando na fila do ticket master e não conseguiram... NÓS CONSEGUIMOS!

Os valores dos ingressos variavam, os nossos custaram €34 (na verdade 33 e uns quebrados), super barato mesmo transformando para reais, mas claro, os lugares eram bem distantes, do outro lado do estádio... falando no estádio - Croke Park - foi lá que aconteceram os 3 shows e foi lá também o cenário de um massacre em novembro de 1920 durante a guerra irlandesa pela independência, quando o exército britânico invandiu o campo atirando na multidão e matando 14 pessoas.

Chegamos no estádio um pouco depois das 18hs, queríamos chegar um pouco cedo para tirarmos umas fotos do estádio. O Croke park fica numa area bem central de Dublin e 2 quadras da nossa casa. Nossa entrada foi tranquila, sem filas, sem empurra-empurra, uma maravilha! Sentamos nos nossos lugares e ficamos esperando. Antes do show do U2 teve dois shows de abertura, não lembro os nomes das bandas agora só lembro que a segunda era de cortar os pulsos de tão ruim. 21hs em ponto a banda U2 antrou no palco. Loucura total! Vou dizer pra vocês, eu nunca fui muito fã de U2, sei algumas músicas e tal mas olha: está pra existir um espetáculo igual ao deles! Que show! Palco gigante, redondo para que a banda caminhasse pra todos os lados, luzes, muitas luzes, uma SUPER produção. Até agora ainda estou as imagens e músicas na cabeça.

Vou citar aqui o que o próprio Bono disse no palco: "todo mundo sabe que o melhor lugar pra se ver um show do U2 é aqui em Dublin!" Nada como estar na terra deles no momento certo né!

Gaúchos orgulhosos!

No início, ainda dia (21hs)

Olha o Bono no telão (360º)


Amanhã estaremos em Nice e depois Mônaco, espero conseguir conectar pra contar como é lá!

Cheers!
Rach

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mais 2 turistas em Londres!


Bom, não sei outra forma de começar esta nova postagem senão confessando que gostei de Londres mas que deveria ter ido lá antes de ir a Escócia. Não pensem que estou dizendo que não vale a pena ir a Londres porque com certeza vale, o que quero dizer é que a Escócia tem lugares tão bonitos que ter deixado Londres para depois acabou tornando a cidade meio sem graça :S Talvez com mais dinheiro na carteira eu tivesse gostado mais de lá... explico isso daqui a pouco.

Chegamos no aeroporto Gatwick cedo da manhã do dia 21 de julho (como todas as nossas viagens chegamos cedo para aproveitar o dia), porém o preço super barato da Ryanair tem suas desvantagens e uma delas é que o aeroporto de chegada é sempre o mais longe. Gatwick fica um pouco mais de 1 hora de ônibus do centro de Londres (se não fosse o trânsito levaria menos tempo). Pegamos um easy-bus que custou £12.90 para cada um (ida e volta), é meio salgado o preço e tem outras opções no aeroporto mas o bom é que ele não faz paradas e larga direto na Fulham road que é uma rua onde passam vários ônibus para o centro (pertinho do estádio do Chelsea se for do interesse visitar). Neste dia Londres estava um caos, haviam várias reformas nas ruas da cidade e o ônibus teve que nos deixar em outra rua (falando nisso é incrível como fazem obras nas cidades bem na época que tem mais turista, um inferno!). De qualquer forma isso não chegou a ser um problema já que aproveitamos para procurar o estádio do Chelsea. Logo depois de batermos algumas fotos no estádio - sem entrar porque era muito caro - compramos o nosso passe de ônibus e fomos para o centro. Compramos o "day-pass" que é um passe que te dá o direito de usar qualquer ônibus durante um dia inteiro (£3.90). Recomendo ele para quem não tem problema em perder um tempinho no trânsito, senão, o melhor é metrô que é bem mais rápido e tem estação em tudo que é ponto da cidade.

Nossa primeira parada foi no Piccadilly Circus. Nada de muito interessante lá, lotaaaado de turista mas é famoso né, então foto e foto :) Depois disso fomos na Trafalgar square, que é uma "praça" bem bonita, com chafariz, estátuas de leões, monumentos, etc. Fica em frente ao National Gallery. Neste lugar teve até uma propaganda de uma rede de telefonia, eles aproveitaram a turistada para fazer a propaganda e ficou muito legal, tem o video no youtube pra quem quiser ver http://www.youtube.com/watch?v=orukqxeWmM0 Entre uma caminhada e outra vimos vários e vários teatros, cada um com uma peça que gostaríamos de ver: Mamma Mia, We will Rock You(musical do Queen), The Phantom of the Opera, Thriller, etc. Nossa, imagina ter dinheiro para ir a todos? Até tentamos ir no do Queen mas só restavam os ingressos mais caros aí tivemos de desistir, por isso eu disse: com dinheiro seria tão melhor! E Londres não seria Londres se não chovesse, então lá estávamos nós tentando tirar umas fotos decentes no meio da chuva ehehehe. Terminamos nossa caminhada do dia no Big Ben e Parliament Houses, estes sim são lindos! Depois fomos para o hotel porque não aguentávamos de sono.

Piccadilly Circus

Parliament houses e Big Ben

Trafalgar Square

No segundo dia acordamos empolgadíssimos para ir ao Madame Tussaud e Abbey Road. Não queríamos gastar mais dinheiro em ônibus, então pegamos nossas perninhas e lá fomos nós. Ai, dói ser pobre! No caminho encontramos a Baker street, a rua onde ficava o escritório do Sherlock Holmes que hoje tem um museu sobre ele, óbvio que tem uma lojinha de souvenir também, dá vontade de comprar tudo! Logo ao lado tem uma lojinha dos Beatles onde aproveitamos pra perguntar onde ficava a Abbey Road, descobrindo assim que era longe para ir à pé. Não resistimos e burlamos o sistema de ônibus londrino (ai Brasileiro é fogo), usamos o cartão do dia anterior para ir até lá, o motorista do bus nem olha mas se um fiscal entra aí é multa na certa e é bem salgadinha, prometemos para nós mesmos que só usaríamos para ir até lá e ainda bem não fomos pegos ehehheheh. É tão legal tirar fotos na famosa faixa de pedestres dos Beatles, pena que não para de passar carros :(

Nós pequeninhos atravessando a faixa dos Beatles

Depois de almoçarmos fomos direto ao Madame Tussaud, e aí eu tenho uma dica: compre o ingresso antecipado pelo site ou até mesmo nos hostels porque a fila na hora é gigante para quem não tem, ficamos nela em torno de 1 hora e meia. A entrada lá é £25 mas vale toda a viagem! Nos divertimos muito tirando fotos com os artistas de cera. Quase chorei quando ví a estátua nova do Michael Jackson. Ah, outra dica: vá pela manhã. Apartir das 11 enche de turista e tem que disputar os bonecos a tapa pra poder tirar fotos.

No terceiro dia eu não aguentava mais caminhar e mesmo comprando outro passe de ônibus fica dificil descansar os pés, fazer o que, tive que aguentar! Fomos no Tower castle, Tower Bridge (a ponte é bem bonita) e no Buckinham Palace (bem decepcionante na minha opinião). Depois o pato me fez caminhar léguas porque queria ir na Battersea Power Station, ele como fã de Pink Floyd não poderia perder de tirar uma foto lá e eu como uma boa namorada me arrastei até lá. Neste lugar foi feita a capa do álbum "Animals" do Pink Floyd, o pato ficou todo feliz.

Pato na Battersea power station

No fim, morrendo de dor nos pés e nas costas de carregar a mochila eu só consegui ir até a parada do ônibus, quero ver o que vai ser de mim nas proximas viagens ehehehehehe.

Próximo post: Show do U2

Cheers!
Rach


domingo, 26 de julho de 2009

Escócia - incrivelmente linda!

No último dia 7 fomos para Edimburgo (Edimbra para os nativos). Pegamos um Ryanair básico por €2 ida e volta (sim, viajar aqui é muito barato) e fomos descobrir as maravilhas da Escócia. O pato sempre quis ir pra lá então aproveitamos que estamos aqui pertinho e juntamente com o casal de amigos nossos (Gi e Maicon) nos largamos em mais esta viagem.

Pato, Eu, Gi e Maicon com Edimburgo ao fundo

Vou deixar bem claro desde já: quem tiver oportunidade de viajar para algum lugar vá para Edimburgo! Achávamos que lá era lindo mas Edimburgo superou nossas expectativas.

Chegamos lá cedinho da manhã e pegamos o bus do aeroporto até o centro (£6 ida e volta), chegando ao centro da cidade nos deparamos com a arquitetura linda e impressionante dos prédios antigos e monumentos. Para todos os lados que se olha, tem algo bonito para admirar. Daí, é só caminhar mais um pouquinho e olhar para cima e lá está ele: o castelo de Edimburgo! No centro da cidade, bem no alto, lindo! É impressionante que não se consegue tirar nunca o olho dele, mesmo quando se esta procurando por outros pontos. Ele fica lá, parece que chamando a gente! Bom, mas deixamos pra visitar ele no último dia, um dia só pra ele, pra que pudessemos curtir bastante :)

No primeiro dia caminhamos muito, não que Edimburgo seja enorme, mas queriamos ver tudo direitinho e tirar muitas fotos. Tem muitas, muitas estátuas espalhadas pela cidade e como comentei antes a arquitetura é de babar então cada passo era uma foto eheheheh. Nestas nossas caminhadas achamos lugares lindos - um parque maravilhoso, onde as pessoas sentam na grama, algumas tiram até uma soneca, as crianças correm, tem um carrosel, uma fonte lindona e claro, o castelo ao fundo, parece filme de tão bonito! Também passamos por igrejas lindas, uma torre em estilo gótico que é impressionante (The Scott monument) e muitos outros lugares que as vezes nem eram pontos turísticos importantes, mas ainda assim eram lindos. No fim do dia fomos ao nosso hostel descansar um pouco, não era um hostel bom mas também não era dos mais ruins, porém recomendo que fiquem no Castle Rock, porque além de ser super central, o preço é bom e é praticamente um ponto turístico, além de ficar quase na porta do castelo de Edimburgo. Não sabíamos dele antes por isso ficamos no outro. Pagamos praticamente o mesmo preço de lá (€13 por noite e por pessoa). De qualquer forma, a cozinha era bem boa ehheheehhe. Descansamos um pouco e fomos ver como era a cidade de noite, tranquila e tão linda quanto de dia, pena que nossa camera não tira boas fotos a noite :(

Ross foutain

The Scott monument

No segundo dia acordamos cedo para irmos a Stirling, uma cidadezinha perto de Edimburgo. Não podíamos ir a Escócia e não vermos o monumento ao William Wallace né! Foi lá em Stirling que aconteceu a batalha em que o exército escocês, em grande desvantagem numérica, venceu os ingleses fazendo do William Wallace um ícone. Pegamos um ônibus de Edimburgo até lá, £12 ida e volta e leva 1 hora. Uma dica: é só descer na última parada (universidade) e pra voltar pegar ali também, NÃO sigam as intruções do motorista pois por causa dele nós caminhamos por mais de uma hora sem motivo nenhum e quase perdemos o último bus pra voltar pra Edimburgo. Bom, mas voltando ao monumento - vale a pena! É meio carinho pra entrar (£10 por pessoa, £8 se for estudante) mas é bonito e tiramos muitas fotos legais lá.

The national Wallace monument

O terceiro e último dia reservamos para o castelo de Edimburgo, sabíamos que íamos ficar horas lá dentro. Eu já estava podre de cansada mas amei. O pato, em compensação, era só animação ehehehhe. É tão bom ver a cara de felicidade das pessoas que amamos realizando um sonho :) O lugar é muito grande, tem várias salas com estátuas, armas, história, encenações, etc. As 13hs tem o tiro de canhão e toda a turistada se junta pra ver :) Ah, ver um legítimo escocês tocando gaita de fole é emocionante! Depois do castelo fomos as comprinhas básicas, souvenir pra mim, pro pato, um button aqui, um bonequinho de escocês ali e voltamos pra casa individados...mas totalmente realizados!

Edinburgh Castle ao fundo

Próximo post: Londres!

Cheers!
Rach


domingo, 19 de julho de 2009

Liverpool: Cidade Rock'n'Roll

Pato no comando!
Depois de quatro posts da Rach eu resolvi tomar vergonha na cara e postar um também, afinal o meu nome está nos créditos. E eu escolhi um ótimo tema, afinal a nossa ida para Liverpool foi a nossa primeira viagem para fora da Irlanda desde que chegamos.

Liverpool é uma cidade linda, super limpa, organizada e "de primeiro mundo", mas com certeza a principal característica da cidade é o fato de ter sido berço da maior banda de rock de todos os tempos (ahn, Beatles, ta ligado?). Ela parece um grande museu dos Beatles, uma Disney temática, por todos os lados se vê fotos, desenhos, esculturas, nomes de bares e lojas, etc, tudo relacionado ao Fab Four. Dá pra notar que a cidade vive (e aproveita) a história da banda e tem muito orgulho disso. Logo que chegamos já sentimos a emoção de estarmos na terra dos Beatles: quem sai do John Lennon Airport (há!) dá de cara com um enorme submarino amarelo. É perfeito para os sonolentos desavisados que saem do avião: Acorda, tu estás em Liverpool!

Chegamos na cidade por volta das 8:30 e pegamos o bus para o centro. Ainda meio perdidos tentando entender o mapa, descemos no susto praticamente na frente do Albert Docks, belo lugar onde ficam várias lojinhas, restaurantes, museus (só fomos no Merseyside Maritime Museum) e o famoso museu da história dos Beatles (The Beatles Story). Se não me falha a memória a entrada era 8 pounds para estudante e 13 o ingresso normal, por isso acabamos não entrando. Pobres.

Depois das docas caminhamos feito loucos pela cidade para lá e para cá. Tudo muito bonito, pessoas super simpáticas e muitas referências aos Beatles, óbviamente. Alias, depois de 5 meses em Dublin, onde grande parte das pessoas são estúpidas e porcas, foi chocante ver pessoas mais amigaveis e sorridentes. Acho que as pessoas são mais felizes em Liverpool. Eu sei que eu seria.
Depois de tanto caminhar percebemos que o centro da cidade é BEM pequeno e fácil de se guiar com um mapinha, nós é que estavamos dando voltas sem necessidade. rsrs

Em algumas horas é possível passar por praticamente todos os pontos turísticos do centro. Alguns são imperdíveis, como o Cavern Club (onde os garotos de Liverpool começaram a brilhar no final dos anos 50); Albert Dock (citado anteriormente); St. George's Hall (belíssimo e grandioso prédio em estilo romano); Walk Art Gallery/World Museum Liverpool (arte, pra quem gosta vale muito a pena) e a Liverpool Cathedral (gigantesta).

St.George's Hall

No palco do lendário Cavern Club

Agora, se a idéia é imergir na magia dos Beatles, aí não da pra ficar só no centro. Por £10 tu podes entrar na "Magical Mystery Tour", onibus que te leva aos pontos mais significativos da história dos Beatles com um guia turístico xarope te enchendo os ouvidos e um monte de turistas pentelhos disputando quem tira o retrato primeiro. No nosso caso, nós preferimos fazer isso por conta própria. Eu digo sem sombra de dúvidas que valeu a pena, mas com certeza nem todos vão ter a mesma sorte que nós. Pegamos um ônibus de linha da cidade e partimos para o bairro da Penny Lane. Pedindo informações aqui e acolá conseguimos chegar na rua e com a ajuda de um simpático senhor descobrimos que na mesma quadra estavam a igreja que Paul frequentava quando criança e um ginásio onde eles fizeram os primeiros shows da carreira. Então partimos para uma longa caminhada em direção ao famoso portãozinho vermelho da Strawberry Fields (que na verdade é um orfanato).

"Penny Lane is in my ears and in my eyes"



No meio do caminho meio perdidos encontramos um outro senhor que não só nos deu informações como nos convidou para entrar em seu carro e nos mostrou todos os pontos que o tal onibus mostraria. Essa sim foi uma "Magical Mystery Tour". Nosso amigo Tom nos levou no Strawberry Fields, na casa onde Paul McCartney cresceu e na casa onde John Lennon cresceu. Melhor, no meio do passeio descobrimos que ele é irmão do presidente do Everton (time da cidade, irmão "pobre" do Liverpool) que é amigo pessoal de Paul. Aliás, ele próprio conheceu John e Paul quando pegava o mesmo ônibus para a escola lá nos antepassadis.


A casa onde John cresceu

Tom, nosso amigo em comum com o Paul.

Ou seja, nossa viagem foi muito emocionante. Compramos vários souvenirs (queriamos ter comprado muito mais, mas a grana é curta), ouvimos muito Beatles e tomamos várias pints no Cavern Pub, porque o Cavern Club só abre até as 19h durante a semana. Mesmo quem não curte Beatles pode gostar bastante da cidade, mas sem o mesmo hype. Pra quem gosta, é emoção em cada esquina. Nada como subir no palco do Cavern Club e ficar imaginando como era a vida a 40 e tantos anos atrás... :)